
Banana e noz-moscada são alguns dos alimentos com efeito documentado sobre o cérebro. 'Uso dual' de comida é milenar; origem natural dos produtos não diminui seu perigo.
O burburinho começou na imprensa gringa e logo veio parar no Brasil: a inocente sálvia, que tempera pratos de macarrão desde que o mundo é mundo, seria a “nova maconha”. Inspirando-se no uso tradicional da planta entre tribos do México, jovens americanos estão fumando ou mascando a erva em busca de uma suposta sensação de paz, conexão espiritual e produção descontrolada de gargalhadas. Com as notícias a respeito, surgiram propostas para proibir a comercialização da planta nos Estados Unidos. Calma: nada disso é motivo para abolir a comida italiana do cardápio. A sálvia de que estamos falando tem o nome científico Salvia divinorum e é apenas uma prima da Salvia officinalis, essa sim encontrada em qualquer cantina. O que não quer dizer que vegetais normalmente usados como comida não tenham propriedades um tanto esquisitas, digamos. Por sorte, é muito difícil ficar doidão simplesmente ingerindo esses alimentos, embora formas mais específicas de uso possam equivaler aos efeitos de drogas mais “tradicionais”.
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